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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013



                                                    Nova Sede da OAB em Londrina PR

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

SEMENTE DA UNIÃO









Semente da União II.jpg


      O Movimento SEMENTE DA UNIÃO não é uma nova Entidade, mas apenas um Movimento que prega a união e o trabalho conjunto das incontáveis Associações que dizem nos representar.
      Que as divergências fiquem guardadas para os períodos eleitorais. Fora disso, que trabalhem em conjunto na defesa dos nossos interesses junto à CASSI e à PREVI, haja vista que a experiência tem demonstrado que ações isoladas não estão surtindo os efeitos desejados. Vejam o exemplo da RESOLUÇÃO 26. Nada foi conseguido até agora.
      Se junte a nós.

Movimento SEMENTE DA UNIÃO

   

ALERTA DA CASSI

 Brasília, 7 de fevereiro de 2013
A CASSI alerta que não solicita nem autoriza seus fornecedores a solicitarem dados bancários dos participantes por contato telefônico ou outras formas de comunicação.
A Caixa de Assistência foi informada de que participantes do Plano estão recebendo ligações por supostos parceiros da CASSI que pedem conta bancária para ressarcimento de valores pagos por medicamentos e esclarece que provavelmente trata-se de fraude. Portanto, orienta seus participantes a não passarem tais dados.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

LIMITE


30/01/2013

ANTONIO PRATA

Folha de S.Paulo

Acho que já contei aqui a história, mas a ocasião me permite repeti-la. Eu tinha 18 anos e estava em minha primeira aula de filosofia, na USP. O professor, Renato Janine Ribeiro, nos explicava que no fim do semestre seríamos avaliados por um trabalho individual, cujo limite deveria ser de 8.000 caracteres. Levantei a mão: "Se estourar um pouquinho esse limite, tudo bem, né?". Janine sorriu e disse algo mais ou menos assim: "O que é 'limite'? É aquilo que não se pode transpor. Mas vejam como são as coisas no Brasil: entre nós, o limite não limita! Repito: o limite é de 8.000 caracteres".

Peço perdão ao filósofo se as palavras não foram exatamente essas. Assim, porém, é que ficaram gravadas na minha m emória e é assim que me voltam, quase todo dia, quando me deparo com a nossa ilimitada necessidade de burlar a lei.

Há uma altura máxima para prédios na rota do aeroporto, mas o empreiteiro constrói um "puxadinho", alguns metros acima. A construtora precisa botar de tantos em tantos metros, sob o concreto da rodovia, umas ripas de metal, mas economiza dinheiro aumentando a distância entre elas. Quantas pessoas que compraram a carta de motorista você conhece? Que têm gato de TV a cabo? Que já subornaram um guarda de trânsito para não ser multado? O avião vai decolar, o comissário de bordo pede para desligarem os celulares, mas o sujeito o ignora solenemente. O avião pousa, o comissário pede aos passageiros para que aguardem sentados até o "apagar do aviso luminoso de atar cintos", mas todo mundo levanta. Não um, não dois: todo mundo -como se respeitar aquele simples sinal luminoso equivalesse a ter a palavra otário escrita na testa.

U m sinal luminoso também piscou na cabine do Fokker 100 da TAM, que taxiava na pista de Congonhas na manhã de 31 de outubro de 1996, alertando sobre um problema no reverso da turbina. O piloto o desligou. O luminoso piscou novamente, novamente foi desligado. Segundo o depoimento de outro piloto, dias mais tarde, esse era o costume: se fossem dar atenção a todo alarme que soava na cabine, nenhuma aeronave saía do chão. Às vezes, ao que parece, alarmes soam à toa. Às vezes, não: 24 segundos depois de decolar, o avião caiu, matando 99 pessoas.

Eu estava saindo para a USP, naquela manhã, quando o telefone tocou. Uma amiga do meu pai queria saber se era verdade que meu tio Duda, irmão da minha mãe e meu padrinho, estava entre os passageiros. Liguei a televisão. Vi a lista. Era verdade.

Nas próximas semanas, o Brasil concentrará suas energias em encontrar os culpados pela tragédia de Santa Maria. É fundamental, se houver culpados (como parec e ser o caso), que eles sejam punidos. É fundamental que as casas de show passem por reavaliações, como já estão passando. Mas se não mudarmos a nossa mentalidade, se não entendermos que as leis são universais, que há procedimentos que precisam ser executados conforme as regras, sem jeitinho, sem gambiarra, em TODAS as esferas, por TODAS as pessoas, as tragédias continuarão acontecendo -e a morte é um limite que nós, brasileiros, por mais espertos que nos julguemos, não somos capazes de transgredir.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

GOVERNO COBRA BANCOS RAPIDEZ NO CRÉDITO

Data: 01/02/2013 06:17
Veículo: O GLOBO - RJ
Editoria: ECONOMIA
Página: CAB30
Assunto principal:BANCO DO BRASIL 
Fazenda pede a BB, Caixa e BNDES foco em infraestrutura

Gabriela Valente, Geralda Doca e Cristiane Bonfanti



BRASÍLIA O governo vai usar os bancos públicos para estimular investimentos e aumentar o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos). A ordem é acelerar o financiamento de grandes projetos de infraestrutura. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reuniu com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda; e do BANCO DO BRASIL (BB), ALDEMIR BENDINE, para pedir agilidade na aprovação de financiamentos, acelerando, por exemplo, a análise de risco.


A equipe econômica quer que essas instituições criem fundos de investimentos específicos para o setor e façam consórcios para dividir o risco dos projetos com foco no programa de logística, ou seja, nas concessões de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos.


O governo está convicto de que os investimentos são o caminho para fazer a economia crescer. Uma aposta é acelerar o programa de concessões. Com esse fim, a presidente Dilma Rousseff, segundo fontes, vai cobrar resultados do Ministério dos Transportes, por estar muito insatisfeita com o ritmo das obras. A justificativa de que a paralisia no setor resulta da reestruturação do Dnit, após as denúncias de corrupção, não será mais aceita, segundo um interlocutor.


Fontes da área econômica avaliam que o ciclo econômico baseado na expansão do consumo está esgotado e que apenas o retorno dos investimentos é capaz de reativar a economia. Para a equipe econômica, ainda há espaço para reduzir os juros dos financiamentos. O BNDES já seguiu a orientação de Mantega e cortou os juros do cartão BNDES de 0,91% para 0,86% ao mês. O cartão é usado por pequenas empresas em projetos específicos, o que estimula imediatamente a economia.


No BB, o governo encontra resistência a mais cortes de juros, porque o banco tem capital aberto e precisa apresentar lucratividade. As ações do banco fecharam ontem com baixa de 1,69%. Fontes do mercado dizem que o motivo foi o medo de novos cortes de juros.


Em outra ação para estimular os investimentos, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou as instituições financeiras que realizarem operações com recursos próprios, nas mesmas condições do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), a transferir esses financiamentos para o BNDES. Segundo o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, é uma "espécie de portabilidade":


- É bem mais rápido que o processo normal. O banco vai contratar com a mesma taxa do BNDES e nas mesmas condições.


Em vigor desde 2009, o PSI é uma linha de crédito do BNDES para a compra de caminhões, ônibus e máquinas e equipamentos. Este ano, seu orçamento é de R$ 100 bilhões, com taxas de juros de 3% ao ano no primeiro semestre e de 3,5% ao ano no segundo.


O CMN também prorrogou até 30 de junho o prazo para estados contratarem financiamentos do Programa de Apoio ao Investimentos dos Estados e Distrito Federal (Proinveste). O prazo terminaria ontem. Segundo Oliveira, ainda há espaço de R$ 908 milhões a serem contratados.