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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MANIFESTAÇÃO CONTRA A PREVI PELA DISTRIBUIÇÃO DE BÔNUS À DIRETORIA

AMIGOS E COMPANHEIRO DE LUTAS, COLEGAS,

AGORA ACHO QUE DEU! 

MESMO QUEM AINDA NÃO LEVANTOU A "BUNDA DA CADEIRA" PARA DAR UM PASSO, EM SUA PRÓPRIA DEFESA, DEVEM FAZÊ-LO, E COM URGÊNCIA. A "CASA VAI PEGAR FOGO". A  CASSI JÁ TEM DATA PARA ACABAR, SEGUNDO OS PRÓPRIOS ATUAIS DIRIGENTES. COMO FICAREMOS, SEM MÉDICOS, SEM
REMÉDIOS, SEM HOSPITAIS? 

PAGAR NOVO PLANO DE SAÚDE COM A IDADE QUE A MAIORIA TEM (MAIS DE 60 ANOS) É IMPOSSÍVEL, NÃO TEREMOS DINHEIRO SUFICIENTE.

QUANTO A PREVI JÁ HOUVERAM ANÁLISES DIVERSAS, EM ESPECIAL DE CONCEITUADOS SEGMENTOS DA IMPRENSA, INFORMANDO QUE OS PLANOS DE PREVIDÊNCIA NO BRASIL ESTÃO MUITO MAL DAS PERNAS.

MAS COMO PODE ISSO OCORRER, SE NA PREVIDÊNCIA PRIVADA CORREM RIOS DE DINHEIRO, E  O GOVERNO USA E ABUSA DESTE SEGMENTO PARA "BANCAR" SEUS PROJETOS MAIS ARRISCADOS?

BEM, PARECE QUE FORAM "COM MUITA SEDE AO POTE" E A SITUAÇÃO RAPIDAMENTE VIROU, POR ISSO,  A NOSSA PREVI CORTOU O BET ANTECIPADAMENTE, NÃO FEZ ATÉ HOJE A PROMETIDA REVISÃO
NO PLANO E AINDA DETERMINOU O RETORNO DAS CONTRIBUIÇÕES. 

DEPOIS DE TUDO ISSO, VAI REPASSAR AOS DIRETORES BONUS, OU SEI 
LÁ MAIS O QUE, A TÍTULO DE GRATIFICAÇÃO POR BONS SERVIÇOS PRESTADOS?
EQUIPARAÇÃO COM O QUE FAZ O BANCO DO BRASIL?
MAS O BANCO DO BRASIL É UM AGENTE FINANCEIRO COMERCIAL, QUE 
VISA O LUCRO E,  POR ISSO, QUANDO DO ALCANCE DE SEUS OBJETIVOS, DISTRIBUI, JUSTAMENTE, PLR AOS SEUS FUNCIONÁRIOS.

A PREVI É, OU DEVERIA SER, APENAS UM PLANO DE PREVIDÊNCIA, COM OBJETIVO ÚNICO DE PAGAR OS NOSSOS BENEFÍCIOS, SOMENTE ISSO.
ALÉM DE TUDO, NEM BONS ADMINISTRADORES SÃO, NÃO SOUBERAM SE REPOSICIONAR FRENTE AS MODIFICAÇÕES DO MERCADO COM A VELOCIDADE REQUERIDA DE QUEM PROJETA CENÁRIOS. 

ATOLARAM O NOSSO DINHEIRO, À REVELIA DA LEI E REGULAMENTOS INTERNOS, NO PERIGOSO SEGMENTO DE AÇÕES, E DE LÁ NÃO 
CONSEGUIRAM SAIR, ATÉ AGORA, AMARGANDO PREJUÍZOS IRREPARÁVEIS.
ELES DEVERIAM ESTAR ERA NA CADEIA. 

SÓ TEMOS UM CAMINHO, VAMOS NOS ORGANIZAR, POR REPRESENTAÇÕES EM CADA CIDADE, EM CADA ESTADO, LOTAR ÔNIBUS, VANS, AVIÕES,
CARROS E PEDIR EXPLICAÇÕES LÁ NO RIO DE JANEIRO, NA SEDE DA PREVI.
MAS, GENTE, TEMOS QUE CONGREGAR O MÁXIMO DE COLEGAS POSSÍVEL.

APELO AS ORGANIZAÇÕES ESTADUAIS, FILIADAS OU NÃO A FEDERAÇÃO ( Dona Isa), QUE TOMEM SEUS LUGARES NA VANGUARDA DESSE MOVIMENTO ( MARCOS CORDEIRO). VAMOS MOSTRAR A ESSA GENTE COM QUEM ESTÃO TRATANDO.
SE NÃO FIZERMOS ISSO,  QUAL SERÁ O PRÓXIMO PASSO?
ELES PERDERAM O MEDO. 

SOMOS "CORDEIRINHOS" PARA ELES. PISOTEIAM NA NOSSA DESGRAÇA E RIEM DA NOSSA CARA.
VAMOS REPASSAR E VER NOMES NAS CIDADES DO PAÍS PARA ENCABEÇAR O MOVIMENTO. REPASSEM PARA OS COLEGAS CONHECIDOS DE SUAS LISTAS, NÃO ESQUEÇAM DO FACE E OUTROS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.
VAMOS A LUTA OU NÃO?
IDEIAS SÃO BEM VINDAS: MARCAÇÃO DE DATA, MOVIMENTAÇÃO POR CIDADE OU POR ESTADO?
QUEM ADERE? QUEM LIDERA?
VAMOS LÁ, AGUARDO RODAR ESTE MAIL O MAIS URGENTE POSSÍVEL, ELES NÃO ESPERAM PARA NOS ESPOLIAR, NOS ROUBAR, NOS SACANEAR.

EDISON DE BEM

terça-feira, 12 de agosto de 2014

VOTO CONSCIENTE 2014



Infelizmente ou felizmente, o sistema eleitoral vigente no Brasil, não nos ajuda muito em quem vai ser o PRESIDENTE ou GOVERNADORES.

São cargos representativos.

O que nos importa na escolha, isto sim, SOMOS nós que decidimos do que vai ser feito em termos de leis e projetos neste País, são os DEPUTADOS ESTADUAIS, DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES.

 O que existem de projetos e leis no CONGRESSO NACIONAL e nas ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS nos Estados, chegam ao extremo do absurdo.

Por isso REELEGER e ELEGER alguns deles é necessário mais do que nunca, saber em quem estamos votando.

Vamos verificar que projetos aprovaram ou apresentaram, ou quais são seus projetos.
Vamos verificar se responde a processos e ou se esteve envolvido em casos de corrupção.
Vamos verificar se é cristão e o que pensa do casamento, família, aborto, meio ambiente, mobilidade urbana, sistema eleitoral, etc.

Lembre-se, estamos elegendo os políticos que vão fazer o Brasil caminhar nos próximos 4 a 8 anos.
Pode ser que você não esteja nem aí, mas lembre-se dos teus filhos, dos teus sobrinhos, dos teus netos, enfim, da tua herança.

Voto consciente não é emprego, camiseta, churrasco, jeitinho.
Voto consciente é o futuro dos nossos filhos, netos.
 Voto consciente é gastar tempo na escolha dos candidatos.

Para depois não ficarmos lamentando, como hoje, pelos atuais políticos.
Eles só estão no poder, porque foram mal escolhidos por maus eleitores.


sábado, 2 de agosto de 2014

FUTURO SOB AMEAÇA

Data: 28/07/2014
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Veículo: CORREIO BRAZILIENSE - DF

Editoria: ECONOMIA
Jornalista(s): ANTONIO TEMÓTEOCELIA PERRONE
Página: A06
Assunto principal:
BANCO DO BRASIL
PREVI 

Com o deficit crescente nas contas da Previdência Social, vários trabalhadores confiaram o futuro aos fundos de pensão criados por empresas privadas, estatais, sindicatos e associações. Mas desde o ano passado, muitos participantes do sistema fechado de previdência complementar estão em estado de alerta. Não sem razão. As fundações têm registrado resultados aquém do necessário para garantir os benefícios esperados de parte das 3,1 milhões pessoas quando se aposentarem.

No ano passado, o retorno sobre os investimentos dos 321 fundos existentes no país foi de apenas 2,02%, e o dos membros da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), de 3,26%. Os dois resultados foram muito abaixo do mínimo de 11,63%, exigido legalmente para 2013. Ainda que seja considerado um ano atípico pelos dirigentes dos fundos, com queda nas bolsas de valores e com as taxas de juros longe dos patamares que as fundações se acostumaram, o sinal amarelo foi ligado.

Sobretudo pela falta de transparência do órgão regulador, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), e pelo fato de o governo ter flexibilizado algumas normas que favoreceram gestores não tão capacitados para administrar os R$ 683,4 bilhões em ativos dos fundos de pensão. A primeira manobra permitiu um aumento das perdas em um único ano. A regulamentação que limitava em 10% do patrimônio o deficit em 12 meses e obrigava as operadoras de planos de benefícios a apresentarem programa de solução do saldo negativo no exercício seguinte foi modificada. O Executivo subiu esse limite para15% em 2013 e há pressão para que mantenha o teto até 2015.

Mas independentemente dos fundos beneficiados pela nova regra, o fato é que as perdas se avolumam. No ano passado, o deficit acumulado do segmento chegou a R$ 22 bilhões, mais que o dobro de 2012, quando foi R$ 9 bilhões. No primeiro trimestre de 2014 o rombo já atingiu R$ 28,7 bilhões.

Mudanças

Outra medida que beneficiou as fundações e ameaça o patrimônio dos trabalhadores foi tomada em 2012 pelo governo, e reduz em 0,25 ponto percentual a meta de rentabilidade das operadoras de planos de benefícios. No ano passado, caiu para 5,75%, em 2014 para 5,5%, até que em 2018 chegue a 4,5%. Quando decidiu reduzir a meta atuarial, o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) justificou que era uma adequação à realidade do mercado com o cenário de juros mais baixos da economia brasileira. O temor de quem acompanha essas decisões tem fundamento. Entre 1990 e 2000, os fundos de pensão eram conhecidos pelos péssimos investimentos, baixos níveis de rentabilidade e envolvimento em escândalos.

Somente após a edição das leis complementares nºs 108 e 109, de 29 de maio de 2001, foram definidas regras mais rígidas para administração das entidades fechadas de previdência, e previstas punições mais severas para os dirigentes. E em 2009, a Resolução nº 3.792/2009 do Conselho Monetário Nacional definiu os limites de investimentos dos fundos. Até 100% dos ativos poderiam ser aplicados em renda fixa; até 70%, em renda variável; até 20%, em investimentos estruturados; 10%, em aplicações no exterior; 8%, em imóveis e 15% em operações com participantes.

A partir dessas mudanças, os fundos de pensão decolaram, se tornaram os maiores investidores do país e passaram a financiar o governo. Dados da Previc mostram que até março as fundações possuíam R$ 74 bilhões em títulos públicos e mais R$ 423,3 bilhões em fundos de investimento que também compram papéis do Tesouro Nacional.

Em uma outra linha de atuação, essas entidades são acionistas das principais companhias de capital aberto da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa). A PREVI, fundo de pensão dos trabalhadores do BANCO DO BRASIL possui voz ativa nas decisões da gigante do setor de alimentos Brasil Foods e na mineradora Vale. Obras de infraestrutura também estão no portifólio das fundações. A Petros, dos funcionários da Petrobras, é acionista da usina hidrelétrica de Belo Monte e da operadora de rodovias e aeroportos Invepar.

A Funcef, dos servidores da Caixa, além de investir em infraestrutura, é acionista da Sete Brasil, que constrói sondas para exploração de petróleo do pré-sal. As três maiores entidades fechadas de previdência, que possuem ativos de R$ 302 bilhões, são fundos de pensão de trabalhadores de estatais, o que garante ao Executivo a indicação de parte dos dirigentes e, com isso, a possibilidade de articular investimentos em projetos de seu interesse .

Expectativas
Na avaliação do secretário de Previdência Complementar, Jaime Mariz, o resultado negativo de 2013 foi circunstancial. "Acredito que em um ano ou dois sairemos dessa situação com tranquilidade", comenta.

A Abrapp informou que o resultado negativo de 2013 foi conjuntural, decorrente do processo de alta de juros promovido pelo Banco Central, que provocou um resultado negativo na carteira dos investidores em títulos públicos de longo prazo. A entidade ainda afirmou que os fundos acumularam uma rentabilidade média de 297% entre 2004 e 2013, acima do exigível atuarial de 202%.

Por meio de nota, PREVI, Petros e Funcef negaram que haja ingerência do governo nas decisões de investimento. O fundo de pensão dos empregados do BB afirma que, na última década, a rentabilidade chegou a de 374,1%, acima da meta atuarial de 199%; o da Petrobras, que o retorno acumulado de 2002 a 2013 foi de 295,36% ante uma meta de 221,23%; e o da Caixa, que rentabilidade acumulada entre 2003 e 2013 chegou a 418%, frente a  243% da meta. Procurada, a Previc não respondeu aos questionamentos da reportagem até o fechamento desta edição.
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sábado, 12 de julho de 2014

CRISE NOS FUNDOS DE PENSÃO ACENDE SINAL DE ALERTA.


Fundos de pensão só atingem 17% da meta
Rentabilidade foi de apenas 2,02% em 2013, longe dos 11,63% previstos. Setor caminha para o 3º ano seguido de déficit



por Gabriela Valente / Geralda Doca


07/07/2014 7:00 / Atualizado 07/07/2014 7:36


BRASÍLIA — A crise nos fundos de pensão das estatais acendeu um sinal de alerta na equipe econômica. De forma reservada, técnicos criticam os investimentos das entidades em ativos de retorno imprevisível e demorado. Em 2013, o desempenho dos fundos de pensão ficou muito abaixo da meta atuarial fixada para o sistema. De acordo com dados inéditos da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), as entidades conseguiram uma rentabilidade média de 2,02% no ano passado, só 17,36% da meta fixada para o ano: 11,63%, que equivale à taxa de juros real de 5,75% ao ano, mais o INPC acumulado de 5,56%.

A avaliação de técnicos da área econômica é que dificilmente esse resultado será revertido em 2014, e, assim, o setor caminha para o terceiro ano seguido de déficit. Conforme prevê a legislação dos fundos, essa conta terá que ser dividida entre os planos de previdência e os participantes.

Falhas na gestão e interferência política para viabilizar projetos de interesse do próprio governo são apontados por fontes da área econômica como causas dos problemas nesses fundos, combinadas com dificuldades relacionadas à crise econômica. Os déficits em cadeia têm como principais vítimas os aposentados, que veem seus rendimentos encolherem com a crise dos fundos.

Caixa questiona investimentos

A funcionária aposentada da Caixa Econômica Federal, Olga Marinho Costa, 69 anos, reclama que, depois de 31 anos de serviço, precisou continuar trabalhando com artesanatos para complementar a renda da família. Ela contou que contribuiu para receber uma aposentadoria complementar de 10 salários mínimos e que ganha da Funcef cerca de R$ 3 mil:

— É um absurdo o que estão fazendo com a gente. Vejo falar que estão financiando coisas que não prestam, e nosso dinheiro está indo embora.

Edimur Morais, aposentado pela Sistel, fundo de pensão do sistema Telebrás, calcula perda real de 20% da renda desde que se aposentou até agora. Segundo ele, há casos de colegas que perderam cerca de R$ 3 mil mensais nos últimos dois anos.

Com um patrimônio de R$ 680,4 bilhões e planos de benefícios que envolvem 6,480 milhões de participantes (ativos e inativos), os fundos de pensão fecharam 2013 com déficit de R$ 21,86 bilhões, mais do que o dobro do rombo registrado em 2012, que foi de R$ 9,07 bilhões.

Dois dos maiores fundos de pensão das estatais — Funcef (da Caixa Econômica Federal) e Petros (da Petrobras) — estão com déficit e terão que apresentar um plano para solucionar o problema. A Previ (do Banco do Brasil) teve superávit, mas deixará de pagar bônus por lucratividade neste ano, diante das perdas com aplicações na bolsa.

A Funcef teve em 2013 déficit de R$ 3,116 bilhões, após rombo de R$ 1,371 bilhão em 2012. A entidade acreditava em resultado positivo este ano, mas já está convencida que não será possível. O presidente da Funcef, Carlos Alberto Caser, avisou sobre a necessidade de aporte de recursos pelos empregados e pela Caixa para cobrir o déficit.

Auditores da Caixa questionam os investimentos na Invepar (Petros, Previ e construtora OAS, além da Funcef), sócia do consórcio que levou o aeroporto de Guarulhos com ágio astronômico e sem retorno à vista devido às exigências contratuais na primeira fase da concessão. A empresa ganhou a concessão da BR-040 (Brasília-Juiz de Fora), que terá que ser duplicada em cinco anos. Segundo os auditores, o retorno está R$ 200 milhões abaixo da meta atuarial, considerando os últimos três anos.

O investimento de R$ 455 milhões da Funcef na usina de Belo Monte, que teve o início da operação adiado, é criticado. Outra aplicação questionada é a participação da entidade (via fundos) na empresa Sete Brasil Participações S.A , que atua no mercado de sondas do pré-sal. Auditores independentes apontaram excesso de passivos sobre ativos em R$ 8,256 milhões em dezembro de 2013, indicador de insolvência. A participação da Funcef na Desenvix Energias Renováveis, que explora pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos e biomassa; e na empresa Eldorado Celulose S.A, do grupo JBS, são também investimentos com rentabilidade abaixo da meta.

Relatório de auditores independentes sobre as contas da Petros de 2013 apontou insuficiência de recursos para o custeio administrativo dos planos de benefícios. A entidade encerrou o ano passado com déficit de R$ 2,3 bilhões.

Fundos pressionam por mudança na lei

Ronaldo Tedesco, representante dos trabalhadores da Petrobras na Petros, critica os investimentos na Invepar. Ele diz que a construtora OAS é beneficiada, pois participa de concorrências públicas ancorada nos fundos. Os trabalhadores também reclamam que a Petros aplicou cerca de R$ 300 milhões na Lupatech (prestadora de serviços no segmento de petróleo), que está em situação de falência:

— Esses investimentos são de interesse do governo, que se aproveita da influência sobre os fundos. A pergunta é, se os investimentos que os diversos governos têm indicado para a Petros derem errado, a União garantirá a meta atuarial dos planos? Ou vão nos deixar a ver navios afundando?

Ele também citou as aplicações da Petros em bancos com dificuldades, como BVA, Morada, Cruzeiro do Sul e no grupo Galileo (Universidade Gama Filho, que faliu). No próximo mês, a provisão de calote nessas aplicações deverá ficar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, segundo Tedesco.

Diante dos problemas, os fundos de pensão pressionam o governo para alterar a lei, que exige um plano de saneamento, se o rombo ocorrer por três anos seguidos. A proposta é flexibilizar a regra, conforme o fluxo de pagamento das aposentadorias.

SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS


José Horta Manzano
O selecionado brasileiro de futebol foi derrotado pela equipe nacional alemã. O fato, em si, não tem nada de extraordinário. Espantosa é a amplidão do marcador. Que fazer? São coisas da vida.
Os fatos têm a importância que lhes atribuímos. Os atributos que tenho lido e ouvido ― ligados ao jogo deste 8 de julho ― são terríveis. Desonra, fracasso, desgraça, tragédia, debacle.
Não exageremos. Cabeça fria, minha gente. Daqui a alguns dias, acaba a «Copa das copas». Os jogadores voltarão para a Europa, auto-absolvidos, felizes com seus salários milionários. Para o povo brasileiro, ficarão os problemas e… as contas a pagar.
Aqui abaixo vai um elenco dos substantivos exacerbados com que o episódio foi descrito.

Lástima? 

Lástima é conceder habeas corpus a cartola da Fifa, preso por ter-se locupletado. Lástima é não se dar conta de que, solto, o acusado pode destruir provas e forjar álibi.

Decadência? 
Decadência tem sofrido a indústria brasileira desde que nossos ingênuos dirigentes permitiram que a indústria chinesa estrangulasse, pouco a pouco, a nossa.
Desonra? 
Desonra é constatar que, em pleno século 21, nosso País ainda tem hordas de analfabetos.
Extermínio? 
Extermínio é o que continua sendo praticado contra nossas florestas em plena era de monitoramento em tempo real por satélite. Habeas corpus não vale em caso de queimadas.

Vergonha? 
Vergonha é figurar na lista mundial dos paraísos da prostituição barata ― característica de um povo indigente.
Destruição? 
Destruição é o que a disseminação das drogas causa na população ― jovens e velhos ― nas barbas de autoridades coniventes.
Fracasso? 
Fracasso é o de uma política de assentamentos que, decorridas décadas, ainda não logrou satisfazer às necessidades dos sem-terra.
Fiasco? 
Fiasco é o resultado pífio da Instrução Pública.
Desgraça? 
Desgraça é constatar que, cinco séculos após o descobrimento, ainda perdura o sistema de capitanias hereditárias no jogo político do País.
Baque? 
Baque é ver jogadores brasileiros milionários, «ídolos» de um país sem heróis, chorando feito criança que perdeu o brinquedo. Alguém já imaginou jogador alemão chorar porque perdeu um jogo?
Calamidade? 
Calamidade é o crônico abandono reservado à Saúde Pública, da qual depende a esmagadora maioria de brasileiros.
Horror? 
Horror é o que sentimos quando a Fifa ― uma multinacional de características mafiosas ― consegue, sem esforço, impor sua vontade sobre nossos representantes e mudar nossas leis.
Derrota? 
Derrotas sucessivas são as que tem sofrido a diplomacia brasileira, outrora respeitada. As más companhias têm influenciado nossos inexperientes (e inescrupulosos) medalhões.
Vexame? 
Vexame é constatar, ano após ano, que a classificação do Brasil no índice Pisa não dá sinais de melhora.
Estrago? 
Estrago sentimos nós quando temos notícia de que nenhuma universidade brasileira se classifica entre as duzentas melhores do mundo. Até a USP perdeu sua posição.
Prostração? 
Prostração é o que sentem os cidadãos bem-intencionados quando se dão conta de que o País vem sendo governado por marqueteiros baseados em slogans.
Abatimento? 
Abatimento sentimos nós, cidadãos de bem, obrigados a viver enjaulados enquanto bandidos passeiam livres, leves e soltos.
Falência? 
Falência econômica é o fim garantido, a continuarmos seguindo o receituário da contabilidade dita “criativa”, feita para mascarar realidade vergonhosa.
Flagelo? 
Flagelo é o tratamento que nossas autoridades maiores vêm impingindo a nossos irmãos nordestinos, ludibriados com a quimera da bifurcação do Rio São Francisco.
Desintegração? 
Desintegração é o retrato do Brasil atual ― desintegração avançada do tecido social.
Drama? 
Drama é a ingenuidade do bom povo brasileiro. Apoiados nessa candura, os figurões atuais têm ampla chance de se reeleger. A má gestão do país periga, assim, se eternizar.
Declínio? 
Declínio é o que se constata ao ouvir um estádio inteiro proferindo insultos de baixo calão. É ver o povo substituindo o voto pelo berro, numa demonstração de declínio civilizatório.
Bancarrota? 
Bancarrota é o fim do caminho. Segundo abalizados especialistas, a continuar insistindo no paradigma econômico perigoso em que nos metemos, perigamos virar uma Argentina ou, pior, uma Venezuela.
Desastre? 
Desastre é amestrar um povo e incentivá-lo a enxergar o futebol como valor máximo, como glória maior da nação. Esse vezo pode até funcionar em tempos de bem-aventurança, mas o risco de colapso repentino e brutal é imenso. Foi o que aconteceu.
Catástrofe? 
Catástrofe é o fato de um povo cordial, mas anestesiado, ter aprovado ― e aplaudido até ― a dilapidação do erário para garantir o sucesso efêmero do futebol nacional. Desperdício cometido em detrimento de gritantes prioridades nacionais relegadas ao fim da fila.
Ruína? 
Ruína é a situação do transporte urbano num país como o nosso, onde a maior parte da população vive ou trabalha em grandes cidades.
Malogro? 
Malogro é o resultado de políticas assistencialistas que não diminuíram o fosso entre os que têm mais e os que têm menos. Malogrados nos sentimos em saber que o Brasil permanece entre os países mais desiguais.
Desgosto? 
Desgosto é o que se sente ao constatar que futebol, em nosso país, passa à frente do trabalho e das responsabilidades individuais. A prova? Os feriados decretados nos dias de jogo.
Tragédia? 
Tragédia é ter certeza de que, passadas as eleições de outubro, teremos mais do mesmo. O risco é grande de que os que lá estão sejam reeleitos e se sintam livres para continuar sua obra de desconstrução do Brasil.