ENCONTRO EM BRASÍLIA REUNE LIDERANÇAS DE TODO O PAÍS
Sob a coordenação da FAABB e contando com o apoio da AAFBB e da ANABB, reuniram-se em Brasília, no último dia 18, lideranças de vários segmentos de aposentados e pensionistas do BB no país. A abertura coube à Presidente da FAABB, Isa Musa, que apresentou breve resumo da história das relações entre o BB e a Previ a partir de 1997, quando de fato tiveram início as investidas do Banco sobre o patrimônio da Previ.
PRESENÇAS MARCANTES NO CENÁRIO DAS DISCUSSÕES POLÍTICAS ABRILHANTARAM O ENCONTRO
Agenor Carlos Pauletto
Aldo Bastos Alfano
Alexander Grimmer
Ari Zanella
Arnaldo Fernandes de Menezes
Carlos Mauro Antunes
Carlota Joaquina C de Freitas
Cecília Garcez
Carlos Francisco Pamplona
Ebenezer Valter A Nascimento
Egydio Piani
Elaine Michel
Fernando Amaral
Genésio Vegini
Gilberto Santiago
Ilma Peres
Isa Musa
José Eduardo Barbosa Pontes
José Mariano Neto
Leopoldina Corrêa
Luiz Dalton
Macilene Rodrigues de Oliveira
Maria Zilda da Conceição
Neusa Vegini
Norival da silva
Norton Seng
Osvaldo Carvalho Júnior
Roberto Abdian
Ruy Brito
Sergio Faraco
Sérgio Riede
Waldenor Moreira Borges
BB x PREVI = VALORES DESVIADOS
A relação entre os participantes ativos e aposentados dos Planos de Benefícios Definidos administrados por EFPC, patrocinada por Empresa privada ou estatal é disciplinada por um contrato de adesão, o qual, uma vez firmado pelos aderentes, constitui ato jurídico perfeito protegido pelo art. 5o., XXXVI da CF, e pelo art. 6o. da LICC contra modificações posteriores.
Por esse motivo a paridade contributiva prevista nos arts. 5o e 6o, da EC 20/98, só seria aplicável às contribuições dos participantes admitidos após a vigência da referida EC.
Tais são as razões pelas quais foi ilegal a implantação da paridade contributiva aplicada às contribuições pessoais e patronais dos participantes do plano de Benefícios 01, encerrado desde 24.12.97, proibidas novas adesões, isto é antes da vigência da referida EC. Por isto mesmo, foi ilegal a decisão do Dir. Fiscal, nomeado pela SPC, determinando a retirada do superávit do Plano, apurado em 15.12.2000, dos valores relacionados nas colunas 2 e 3 para financiar a participação do banco na elevação das reservas matemáticas inerentes à implantação da paridade contributiva. Os representantes dos empregados, por despreparo, ou não, se omitiram na defesa dos interesses de seus representados ao se curvarem a determinação ilegal do Dir. Fiscal, alegando que:
“os atos do Sr. Diretor Fiscal representam nesta entidade o próprio poder público e, portanto, pressupõe que suas determinações estão revestidas de todos requisitos legais aplicáveis a EFPC, ou seja, cabendo a Diretoria Executiva apenas encaminhar a elaboração dos demonstrativos contábeis de acordo com sua orientação". (sic) (Relatório Anual de 2000, da Previ - pg. 43)
Os valores retirados pelo Banco do Plano de Benefício alcançaram entre 24.12.1997 e maio/2012 R$ 56.183.709.665,42 não considerados os valores por ele apropriados no exercício de 2007 bem como a parte dos R$ 7,5 bilhões que lhe foram atribuídos no acordo que criou o benefício especial temporário-BET. Equivale ao patrimônio líquido do banco apurado em 31.12.2011 no valor de R$ 58.148.690 (33.120.569 Capital; + 24.297.550 Reservas de Lucros).
Em seguida, foi aberto amplo debate com os esclarecimentos jurídicos prestados pelo advogado, Dr. Wagner Gusmão, tanto sobre as medidas jurídicas da FAABB contra a Resolução 26, como também das estratégias para combater a Resolução de retirada de patrocínio que está sendo gestada no âmbito do Ministério da Previdência Social.
Houve consenso que os pontos cruciais são a Resolução 26 e a Resolução de Retirada de Patrocínio e para isso acertamos sobre a necessidade de amplo trabalho junto aos parlamentares, Ministério Público, órgãos de Governo, etc. Os colegas presentes optaram pela formação de grupo responsável pela coordenação de todas essas investidas sob a coordenação da AAFBB (Gilberto Santiago), da ANABB (Amaral), e da FAABB (Isa Musa), completando o grupo com a assessoria de Ruy Brito, Sérgio Faraco, Aldo Alfano e Elaine Michel.
A FAABB reitera cumprimentos aos colegas Ruy Brito e Ebenézer, que, com seus amplos conhecimentos sobre a PREVI e o BB enriqueceram os debates.
Destaque para o decisivo apoio financeiro da UNAMIBB, da AAFBB e da ANABB, sem o que o Encontro não seria possível.
Agradecimento especial à colega Leopoldina Correa cuja participação desde os preparativos e na organização do encontro, na produção do vídeo institucional, tornou leve a imensa tarefa de unir nossos anseios pela paz, concórdia em favor de nossos interesses na PREVI.
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sábado, 21 de julho de 2012
ENCONTRO EM BRASILIA
quinta-feira, 19 de julho de 2012
TÚNEL DO TEMPO
RECORDAR É VIVER
Você é do tempo da Revista do Desed? Fez a prova de datilografia para entrar no Banco? Ouviu a mãe dizer: “Meu filho, pense no seu futuro, faça o curso de datilografia”? No concurso, a folha de resposta era de perfurar? Leu as histórias não-escritas no BIP? Eram ótimas, não eram? O quê?! Você não sabe o que foi o BIP? Foi o Boletim de Informação ao Pessoal. Ou será que você é do tempo do Bipel e do BB Net? Você ouviu ou falou em terminal burro?Enviou ordem de pagamento via telefone com aqueles codificadores: A de Aracaju, B de Bahia, C de cachorro...? Pensou que estava vendo assombração quando as teclas do telex se mexiam sozinhas? Dizem que um vigilante, ao ver pela primeira vez aquele batimento de teclas, ficou assustado, sacou o revólver e abriu fogo contra o aparelho de telex. Leu mensagens que começavam com Reseu? Na linguagem telegráfica, significava “em resposta ao seu (telegrama)”.Lembra daquele aparelho telefônico de discagem circular? Por causa dele surgiram o verbo “discar”, o substantivo “discagem” e as siglas DDD e DDI. Você alguma vez disse "o depósito caiu na vala”? Lembra do papagaio? Ele não dava o pé, mas, às vezes, dava muita dor de cabeça. Lembra do DEB744 na área dos caixas? Era nele que ficava o saldo de todos os clientes. E nele eram registrados débitos e créditos: para os depósitos, caneta azul; para os cheques, caneta vermelha. Lembra das máquinas autenticadoras? E das maquininhas calculadoras? Elas tinham um singelo apelido: Sharpinha. E a máquina de escrever, hein! A Olivetti elétrica era o máximo, uma maravilha tecnológica. Por acaso, você conheceu a guilhotina? Ah, vai dizer que não usou o mimeógrafo! Lembra do claviculário? Quando ouviu essa palavra pela primeira vez pensou que era algo relacionado a clavícula?
Mala velha cheia
Você confeccionou talão de cheque para clientes? Lembra do jerimum? E do slip? E o goiabão? Pediram pra você pegar o alicate de puxar saldo? Lembra da igrejinha? Tomou posse fazendo juramento à CIC Funci? Não sabe o que foi a CIC? É o LIC de hoje – a mudança ocorreu entre 1996 e 1998, mas tem-se a impressão de que foi há muito tempo. Você sabe o que é espelho? Sabe o que significava precário? Conheceu algum ex-menor que ficou congelado? Viu um tal Novo Rosto? Lembra de siglas como Cesec, Retag, Plata, Cefor, Setin, Creai , Setex e Setop? O oitavado, lembra? E a burrinha? Você concorreu pela mula-mecânica? Lembra do macho-e-fêmea? Foi chamado de marajá? Quando tomou posse, caiu em trote? Procurou a máquina de achar diferença? Lavou papel-carbono? Fez assinatura do BIP? Mandaram você procurar um tal “envelope redondo para colocar uma circular”? Procurou a manivela da xérox? E a máquina de escrever em inglês? E a régua de calcular juros? Assinou um papel em branco que virou saque e serviu para pagar as despesas da festa de chegada? Foi escalado para “levar o lucro para Brasília”? O novato era convencido a viajar de ônibus para Brasília, com uma mala velha cheia de papel – e teve gente que viajou... Na qualificação para a posse você fez exame de fezes? Sim, ele era um dos exames médicos exigidos – estava lá na CIC Funci 2.2.2.”c”. Para encerrar, uma última perguntinha: você fez ou ouviu algumalívio na agência? Calma,calma,não se assuste! Foi só uma viagem ao túnel do tempo. Afinal, recordar é viver – ou morrer de rir.
desconheço o autor
quinta-feira, 12 de julho de 2012
PREVI DEVOLVE DELEGADO SINDICAL AO BB
| BANCO DO BRASIL |
| Ato na Previ protesta contra devolução de delegado sindical ao banco |
| O Sindicato realizou um protesto contra as arbitrariedades da direção da Previ. Na negociação com o Sindicato, a direção do fundo de pensão dos bancários do BB negou as reivindicações dos trabalhadores |
O fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Previ, passou por cima do acordo coletivo de trabalho (ACT) e da legislação trabalhista ao devolver ao banco um delegado sindical. A iniciativa foi do diretor de Planejamento, Vítor Paulo. Os dirigentes sindicais ligados ao Banco do Brasil consideraram vergonhosa a atitude do diretor da Previ, eleito pelos participantes do fundo. “Ele deveria respeitar o caráter inamovível do delegado sindical, garantido pela legislação trabalhista e pela Convenção Coletiva dos Bancários da qual o BB é signatário”, disse o diretor do Sindicato e vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos de Souza. Segundo ele, Vítor Paulo é ligado ao grupo de apoio da ex-diretora da Previ, Cecília Garcez.
Em protesto contra a atitude, o Sindicato realizou um ato na porta da Previ e em seguida os dirigentes Carlos de Souza, Luciana Vieira e Rita Mota reivindicaram uma audiência com o presidente do fundo, Dan Conrado, que sustentou a remoção do delegado sindical dos quadros do fundo, apoiado pelo diretor do fundo, Paulo Assunção (Administração) e o gerente executivo do Getho (Recursos Humanos), Maurílio Rossi. Os diretores do Sindicato vão cobrar explicações da diretoria da Previ. “Não vamos nos calar, tomaremos todas as medidas cabíveis contra este ato ilegal e anti-sindical”, disse Luciana.
O presidente do Sindicato Almir Aguiar disse que a entidade vai tomar todas as medidas necessárias para garantir os direitos do delegado sindical. Também denunciará o descumprimento da legislação trabalhista ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
FONTE: Jornal Bancário Rio
quarta-feira, 11 de julho de 2012
BB PREPARA PLANO PARA CONTER PREJUIZO DE AVALANCHE TRABALHISTA
| Seg, 09 de Julho de 2012 |
| No momento em que busca se adequar aos cortes dos juros e acaba de desembolsar R$ 1 bilhão para capitalizar o Banco Votorantim, o Banco do Brasil enfrenta um outro problema que ameaça a sua rentabilidade. De acordo com fontes da instituição ouvidas pelo GLOBO, o principal desafio do BB atualmente está na Justiça do Trabalho. Preocupado com o custo de uma avalanche de ações trabalhistas, o banco tem freado gastos e investimentos e prepara um pacote de medidas para evitar que processos se acumulem e criem um rombo na instituição. A preocupação cresceu com a previsão da cúpula do banco de que os resultados financeiros vão piorar a partir do último trimestre, porque os correntistas estão quitando os empréstimos mais caros e só os mais baratos continuarão na carteira. O foco da aflição da direção do BB é a ação dos bancários que trabalham em cargos administrativos nas sedes da instituição. Eles são sindicalizados, como os funcionários que ficam nas agências bancárias. Só que, ao contrário dos que atendem ao público, quem trabalha na direção-geral não tem carga horária de seis horas. A ação é conhecida como 7 e 8 horas. E os funcionários que ganharam na Justiça conseguiram o reconhecimento dessa parte da jornada como horas extras. - Por causa dessa contenda judicial, o BB está segurando investimentos para fazer caixa. Os gastos que podem ser adiados estão sendo, porque o pessoal sabe que isso vai estourar neste ano - disse uma fonte ligada à instituição sob condição de anonimato. Antigamente, apenas funcionários que se aposentavam entravam com o pedido de horas extras. No entanto, desde o início deste ano, vários bancários da ativa começaram a recorrer à Justiça para receber as duas horas diárias a mais. Isso fez aumentar a preocupação com o tamanho da fatura e também a previsão dessa despesa na contabilidade da instituição. De acordo com fontes, a apreensão maior do BB é em relação às ações trabalhistas na Justiça de Brasília. A adesão ao grupo de funcionários que entram na disputa tem aumentado nos últimos meses. E na capital federal os juízes têm determinado que os bancários recebam a diferença de horas relativa ao trabalho dos últimos dez anos e não dos cinco anos anteriores, como é de costume. Por causa desse aumento exponencial dos processos, o BB está prestes a concluir um plano com reforço em algumas áreas, realocação de pessoal e uma divisão de trabalho que faça com que os bancários da área administrativa trabalhem no máximo seis horas. Indagado sobre o assunto, o Banco do Brasil respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que "a sétima e oitava horas são discutidas no âmbito de todo o sistema financeiro. O BB faz provisões conforme metodologias adequadas às diversas demandas judiciais e, no caso específico, o Judiciário tem se pronunciado favoravelmente ao banco, em alguns estados. O Banco do Brasil avalia internamente medidas sobre a sétima e oitava horas que possibilitem a condução do tema de acordo com a necessidade da empresa e dos funcionários." Com a escalada dos processos na Justiça, o Banco do Brasil aparece em segundo lugar no ranking de empresas com maior número de ações trabalhistas. A lista do Tribunal Superior do Trabalho (TST) com cem empresas já condenadas pela Justiça a pagar indenização por violar direitos dos empregados foi divulgada há duas semanas. O BB ficou em segundo lugar, com 2.472 processos. A relação foi elaborada a partir do Banco Nacional de Devedores Trabalhistas, criado por lei ano passado, e será divulgada pelo TST anualmente como desestímulo aos devedores. Fonte: O Globo |
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