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sábado, 25 de agosto de 2012

BB LUCRO LÍQUIDO DE 3 BILHÕES NO 2º TRIMESTRE

Terça-feira,  14/08/2012 - 10h27m
Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 3 bilhões no segundo trimestre


O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 3,008 bilhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 9,7% em relação a igual período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve alta de 20,2%, segundo relatório divulgado hoje (14) pelo banco.

A carteira de crédito ampliada, que inclui títulos e garantias prestadas, atingiu R$ 508,183 bilhões no fim do segundo trimestre deste ano, 20,3% a mais em relação ao resultado do mesmo período do ano passado e 7,5% em relação ao observado no trimestre encerrado em março de 2012. A participação do Banco do Brasil no mercado doméstico de crédito ficou em 19,5%, indicando estabilidade em relação ao verificado em junho do ano passado e incremento sobre março de 2012 (19,1%).

No caso de pessoas físicas, a carteira de crédito chegou a R$ 139,335 bilhões no trimestre encerrado em junho, aumento de 5% na comparação com o resultado do trimestre anterior e de 13,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O crédito para as empresas chegou a R$ 233,958 bilhões, com crescimento de 22,4% na comparação anual e de 10% sobre março deste ano.

No relatório, o BB informa ainda que continua líder no crédito ao agronegócio, com 63,8% do mercado. A carteira de agronegócios no conceito ampliado, incluindo operações de crédito rural e agroindustrial, alcançou R$ 95,672 bilhões em junho deste ano, crescimento de 17,4% sobre igual período de 2011.

A inadimplência (atraso das operações de mais de 90 dias) encerrou junho em 2,1%, patamar inferior ao verificado no Sistema Financeiro Nacional, 3,8%.

As receitas com tarifas alcançaram R$ 10,308 bilhões no primeiro semestre do ano, aumento de 21,3% em relação a igual período de 2011. A justificativa para o aumento é a “expansão da oferta de crédito, a forte atuação do banco no segmento de varejo, com foco no atendimento e rentabilização da base de clientes, e o Programa Bom pra Todos [anúncios de reduções de taxas de juros]”, que favorecem a expansão do volume de negócios.

O Índice de Basileia do Banco do Brasil encerrou junho de 2012 em 14,6%, superior aos 14,3% registrados em março de 2012. O percentual indica a capacidade do banco de emprestar, levando em consideração os recursos próprios e a ponderação de riscos. Para cada R$ 100 emprestados, os bancos precisam ter R$ 11 de capital.

Os ativos totais do banco ficaram em R$ 1,05 trilhão, em junho deste ano, crescimento de 16,3% em relação a igual mês de 2011.

Fonte: Agência Brasil


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

TOTAL BALBÚRDIA


ELIANE CANTANHÊDE

'Total balbúrdia'

BRASÍLIA - O relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, vivem às turras, mas numa coisa concordam: o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato é culpado. E mostram que o BB, instituição tão respeitável, estava a serviço de interesses escusos.

Para Lewandowski, a área de publicidade do banco era uma "total balbúrdia", serviços eram pagos e não prestados, 80 mil notas frias circulavam, rolava propina. O dinheiro saía para a DNA de Marcos Valério por um lado e voltava em parte para Pizzolato por outro.
Isso só seria possível se o próprio BB vivesse numa "total balbúrdia" no governo Lula. E não foi por falta de aviso. Na reportagem "PT é acusado de politizar comando do BB", publicada na Folha em 17/08/2003 -primeiro ano do mandato- eu já alertava sobre o aparelhamento do banco.

Apesar de ser uma instituição técnica, Lula havia trocado 21 dos 33 cargos de cúpula para acomodar a "cumpanheirada" em 5 dos 7 vice-presidentes, na maioria das diretorias e na Previ (fundo de pensão), na Cassi (serviço médico) e na Fundação BB (projetos sociais).

Instalou-se o reinado sindical. Os funcionários, desolados, já previam o que vinha por aí: tudo isso que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal mostra ao vivo e em cores, com enorme clareza.

Lewandowski está sob holofotes pela sua proximidade com a família de Lula e desde que se esfalfou inutilmente para corroborar a tese do desmembramento que tanto interessava aos advogados e aos réus. No primeiro voto, foi duro, implacável, como o procurador-geral Roberto Gurgel e o relator Joaquim.

Se relator e revisor concordam, fica muito difícil reverter as condenações. Mas Pizzolato, cidadão curioso que usa gravata borboleta, certamente não tinha poder sozinho para promover tanta "balbúrdia". Além dele, estão em julgamento da sociedade o BB e o próprio governo Lula.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AUDIÊNCIA NA SECRETARIA DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

 
 
Audiência com o secretário de Políticas de Previdência Complementar
No último dia 15, a comissão criada para coordenar as iniciativas de enfrentamento nas questões de Previ escolhida no Encontro de Brasília de 18 de julho e composta por representantes da AAFBB, ANABB, FAABB e colegas assessores e colaboradores compareceu no Gabinete do secretário de Políticas de Previdência Complementar, Dr. Jaime Mariz e de seu adjunto, Dr José Edson da Cunha Júnior.
Essa audiência foi solicitada pela FAABB para tomar conhecimento do andamento dos estudos oriundos das mais de 2.400 sugestões que foram apresentadas por ocasião da Consulta Pública de iniciativa do Ministério da Previdência sobre a Resolução de patrocínio dos fundos de pensão. Presentes, pela AAFBB, Aldo Bastos Alfano, pela ANABB, seu Presidente, Sérgio Riede, seus assessores Ricardo Sabóia e Alexandre Grimmer, pela FAABB, Isa Musa, seu Consultor Ruy Brito e Leopoldina Correa para registro e divulgação do evento. Convidado, esteve conosco o representante da Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Estado do Paraná, o Dr João Marreze de Sousa.
A despeito do Dr Jaime Mariz ter dado ênfase de que o objetivo da edição de nova norma sobre a retirada de patrocínio ser a atualização da matéria originalmente editada em 1988 e mostrar-se surpreso pelo o tema ter causado celeuma principalmente entre participantes e assistidos de Fundos de Pensão superavitários, fizemos questão de registrar que os fundamentos de nossos receios estão na prática já habitual do nosso patrocinador BB de se apoderar de parte das reservas da Previ. Ressaltou, Dr Jaime, que o objetivo é regular a matéria para permitir e incentivar a extensão da Previdência Complementar a um maior número de trabalhadores. Ao que alertamos que nos termos da minuta o risco é a perda de segurança e credibilidade do sistema.
Durante os debates, os integrantes da comissão manifestaram divergências sobre alguns pontos que fazem parte da minuta da nova Resolução CNPC. Por exemplo: - A comissão entende que o superávit não deve ser dividido com o patrocinador, mas sim utilizado em sua integralidade para redução de contribuição ou aumento de benefícios. Do ponto de vista do mérito, a comissão acredita que o patrocinador já repassa o custo dos aportes que faz nos fundos de pensão aos seus produtos e serviços. Em última análise, quem paga a conta são os consumidores. Além disso, os patrocinadores têm benefícios fiscais sobre as contribuições feitas aos fundos de pensão. Por isso, não há que se falar em devolver superávit. O grupo ficou de encaminhar ao Secretário um parecer jurídico que fundamenta esta tese; - A comissão defende que a Resolução CGPC nº 26 é inconstitucional, pois contém dispositivo que não está previsto na Lei complementar nº 108/2001, que prevê a utilização de 100% do superávit para a redução de contribuição ou aumento de benefícios aos participantes; - Também foi exposta ao secretário a preocupação do grupo com os direitos adquiridos dos participantes e com as condições concretas que devem ser exigidas do patrocinador em caso de retirada de patrocínio imotivada, de forma a não causar prejuízos aos participantes e não comprometer a credibilidade do próprio sistema.
Ao final do encontro, Jaime Mariz se dispôs a conceder entrevista à FAABB no dia 3 de setembro próximo e que será gravada em vídeo pela colega Leopoldina para ampla divulgação em nosso meio. Agendou, também, nova audiência para o mesmo dia 3, às 15 horas quando voltará a nos receber para reportar o andamento dos estudos quanto à Resolução.
Confirmando sua presença como palestrante no “Seminário da ANABB Previdência Complementar: impasses e soluções”, que acontecerá nos dias 4 e 5 de setembro. no painel “A regulamentação da retirada de patrocínio”, o secretário mostrou-se disposto a, nesse seminário, debater o tema com Ruy Brito.
A FAABB considerou produtiva a audiência e avaliamos estamos avançando no cumprimento do que foi decidido no Encontro de Brasília, pois estamos ampliando a resistência e a luta para companheiros ligados a associações de aposentados de outros fundos de pensão, arregimentando apoios e, inclusive, convidando para o Seminário dos dias 3 e 4, esses representantes notadamente ligados a PETROS, FUNCEF, REAL GRANDEZA, BANESTADO, etc.

Fonte: Jornal FAABB de 16.08.2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MENSAGEM DA CASSI

Em 06/08/2012 11:57, cassi@cassi.com.br escreveu:
Brasília, 6 de agosto de 2012.


Prezado participante,
A CASSI é um plano de autogestão sem fins lucrativos, que gere as despesas administrativas e assistenciais (gastos com consultas, exames e internações) com base nas receitas que arrecada por meio da contribuição do Plano de Associados e das mensalidades do Plano CASSI Família. Como a tendência dos últimos anos revela aumento do percentual das despesas em relação às receitas, a CASSI realiza controle criterioso dos gastos administrativos e busca a melhoria constante dos processos de trabalho.
A Caixa de Assistência também conta com a colaboração dos beneficiários no uso adequado do Plano, como uma das formas de gerir as despesas com saúde. Conhecer e usar de forma adequada seu Plano é a melhor maneira de contribuir com a qualificação da assistência, a eficiência dos serviços e a racionalização dos recursos.
Algumas dicas para o bom uso do Plano
- Não assine guias de consultas e exames em branco
- Retire os resultados dos exames e leve-os o quanto antes ao médico
- Tenha um generalista como médico de confiança e para acompanhamento contínuo
- Mantenha seu cadastro sempre atualizado
- Consulte primeiro o site quando precisar de algum serviço da Caixa de Assistência
- Não procure pronto-socorro ou atendimento ambulatorial em hospitais para tratamentos ou ações preventivas
Na página inicial do site www.cassi.com.br, você encontra mais dicas clicando no banner sobre o assunto.

Atenciosamente,
Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI)  

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O CUSTO LULA


ARTIGO


Carlos Alberto Sardenberg, O Globo

Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal “Valor Econômico”.
Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobras não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008.
“Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.
Em 25 de junho último, a Petrobras informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E, ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez.
Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes de os projetos estarem prontos e aprovados.
Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobras. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.
Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobras pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.
O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobras, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou a montagem. 

Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor.

O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: “Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação.”
Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio.
Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.
A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que continua a mais cara do mundo.
Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula estava errado. As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram.
Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico.
Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do Rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem-bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.
Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobras, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobras. Graça Foster era diretora da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.
Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula? De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista. Apresentador na CBN e comentarista na Globo News