BEM-VINDO AO BLOG DO RAY.

ESPAÇO DEMOCRÁTICO, TERRITÓRIO LIVRE ONDE TODOS OS ASSUNTOS SÃO TRATADOS E REPERCUTIDOS.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

CARTA DO EDISON DE BEM AO PRESIDENTE DA PREVI


À
PREVI -
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS        24/10/2012
DO BANCO DO BRASIL -

Prezado colega Presidente Dan Conrado, 

Inicialmente desejo sucesso em sua missão como Presidente da PREVI.
Abaixo transcrevo suas palavras:

"O desafio da PREVI é o grande compromisso com os associados. Se a PREVI é deste tamanho e faz os investimentos que faz é para garantir a tranquilidade das 193.696 pessoas que dependem da Entidade e é disso que vamos cuidar. Para isso, vou dar toda a minha dedicação e a minha melhor inspiração para fazer com que a PREVI seja forte como ela é e para fazer com que todos se orgulhem dela", disse Dan Conrado, novo presidente da PREVI, no encerramento da cerimônia de posse dos dirigentes, realizada na última sexta-feira, 1/6, no Rio de Janeiro.

"Eu estarei absolutamente comprometido com a PREVI e vocês podem contar comigo", afirmou se dirigindo aos funcionários da Casa. "Os gurus da administração costumam dizer que o técnico, o coach é o gestor do time. Mas eu prefiro me ver como o capitão do time porque o capitão joga junto, está dentro do campo. Ele vai suar junto com o time, vai ganhar junto com o time e vai estar lá para o que der e vier. Então, contem comigo como o capitão do time", completou Dan.

Ao ler suas afirmações, colega Presidente Dan Conrado, um rasgo de esperança
nasceu em aposentados e pensionistas da PREVI. 
Será que assumiu a Presidência da nossa Casa alguém que efetivamente se
preocupa conosco?                   
Será que aí, finalmente, apareceu alguém que vai comprar nossa briga? 

É bem difícil,  sabemos, já que as nomeações vêm chanceladas na Presidência 
da República,  abraçadas  no Ministério da Fazenda e, invariavelmente, rezam 
pela cartilha governamental.

Mesmo assim, colega Presidente, somos teimosos e vamos acreditar nas suas 
palavras. Quem sabe através da sua intimidade com o poder maior, que lhe 
entregou a chave do cofre mais cobiçado do País, não consegue alguma 
coisa de bom para estes “velhinhos"?
 
Estes mesmos idosos, anunciados como prioridade de assistência pela Senhora
Presidenta, durante a campanha eleitoral, não estariam hoje reclamando das
indevidas apropriações em suas poupanças, se as promessas tivessem sido
cumpridas.
 
É tão simples, bastaria deixarem em paz o que é nosso, por direito, poupado 
com suor e sacrifício durante nossas vidas laborais. E o senhor, colega 
Presidente é, ou deveria ser, o guardião desse cofre.

Não seria muito difícil regularizar o que está errado. Devolver o que já tínhamos 
é obrigação e não favor. 
Primordialmente, deveriam incorporar aos salários os valores do BET (Benefício 
Especial Temporário) e revistos, de imediato, TODOS os vencimentos dos       
assistidos (aposentados e pensionistas da PREVI) de forma a devolver o poder 
de compra e, em consequência, a alegria de viver.

A PREVI não foi criada para dar lucro e muito menos para assumir papel de 
subsidiária e sustentar o Banco do Brasil, fabricando lucros, ao repassar-lhes 
valores de superávites, alguns até inexistentes, apoiando-se em arremedos 
de leis, criadas à revelia do Congresso Nacional, por traidores do nosso 
próprio meio

Vale salientar que os reajustes necessários ao alinhamento dos vencimentos de 
aposentados e pensionistas da PREVI não iriam provocar prejuízos, no máximo, acabariam com as sobras, regularizando o sistema e eliminando esta polêmica 
criada com a edição irregular e desonesta da famigerada Resolução de n.° 26.
Não haveria mais superávite para se brigar.

A penúria da nossa gente é tão grande, caro Presidente, que o aumento de prazos 
e limites do Empréstimo Simples são vistos, por considerável parcela de colegas, 
como periódica tábua de salvação que lhes é estendida, possibilitando reequilibrar 
as finanças e andar mais um pouco. 

Como todos os anos, nesta época, acontecem os reajustes e, até agora, nada foi divulgado, colegas se desesperam e apelam às lideranças por ações concretas, 
visando pressionar dirigentes da PREVI, e estes, em claro desrespeito a quem 
deveriam servir, optam por silenciar ou responder com minutas prontas que nada 
dizem. Esta é uma grande maldade contra a nossa gente.

Os colegas interessados e lideranças já cansaram de inundar a  Diretoria  de 
Seguridade de apelos sem resultados. Nas eleições, os atuais ocupantes dos 
cargos anunciaram valorização do diálogo, administração democrática, portas 
abertas, telefonemas com resposta e outras estórias. Hoje, a realidade é o 
SILÊNCIO, desgastante e malvado.

Por tudo isso, entendemos ser a hora de o "técnico da equipe" entrar em  ação, 
exigindo de seus "atletas" seriedade e comprometimento, lembrando-lhes de que
tratam com pessoas sensíveis, com colegas idosos, além de construtores dessa 
Casa.

Apesar das intromissões ditatoriais, estas pessoas ainda acreditam poder reverter 
o processo de inferioridade a que foram submetidos pela arrogância do Governo 
FHC quando perderam todo poder de mando na PREVI e prossegue, ainda hoje, pela inércia dos atuais mandatários do País que até hoje nada fizeram para rever a 
situação, embora, sabidamente, tenham recebido apoio, através do voto, de ampla parcela dos colegas.

Passamos a aguardar pronunciamento sério sobre o assunto, com esclarecimentos 
claros aos associados, alinhando os motivos que levam a PREVI, a cada ano, transformar  uma simples operação de empréstimos, com o próprio dinheiro dos tomadores, em difícil operação de guerra, desgastando os assistidos, levando alguns 
a tomarem atitudes extremas, desproporcionais, até atentando contra a própria vida.

Saudações.

Edison de Bem e Silva
GRUPO Semente da União


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O JULGAMENTO DE HITLER POR LEWANDOWSKI


COMO SERIA O JULGAMENTO DE HITLER POR LEWANDOWSKI:

"Senhores, não existem filmes, fotos, nem testemunhas de Hitler abrindo registro de gás em campos de concentração, nem apertando o botão de uma Bomba V2 apontada para Londres, pilotando um caça Stuka, dirigindo um tanque Panzer, disparando um torpedo de um submarino classe U-Boat sobre seu comando a navegar no Atlântico ou mesmo demonstrando habilidades no manuseio de um canhão antiaéreo Krupp, manipulando uma metralhadora MP40, uma pistola Walther P-38 ou simplesmente dirigindo um jipe Mercedez Benz acompanhado do general Von Rommel pelos desertos do norte da África.

Por isto, parece claro que não existe nada a incriminá-lo. Com certeza, ele não sabia de nada. Não via nada. A oposição diz que foram queimados documentos incriminatórios importantes, mas nada, absolutamente nada foi comprovado, apenas evidenciou-se a existência de cinzas e destroços por todos lados que somente foram trazidos com a chegada dos americanos e russos que não fazem parte da peça de acusação do proceso entregue pelo "Parquet", o Sr. Procurador.

Afinal, ele seria apenas um Chanceler e presidente do Partido Nazista; ou seja. ele não passava de um mequetreque. Jamais foi pego, ou mesmo visto transportando armamentos debaixo dos braços (tipo pão francês) ou carregando pacotes de dinheiro nas cuecas.

Alguns relatos que citavam seu nome eram meros registros de co-réus, como alguns membros da Gestapo, os quais, por conseguinte, carentes de confiabilidade.

Outros relatos são de inimigos figadais - os denominados "Países Aliados" e assim longe de merecerem qualquer relevância para serem tomadas como fundamentos de acusação.

Alguns o acusam de ter invadido Paris e desfilado sob o Arco do Triunfo. Esta é mais uma acusação inventiva dos opositores. Ele apenas foi visitar seu cordial amigo o General De Gaule que infelizmente havia viajado para o sul da França. Ele então teria apenas aproveitado a sua viagem para passear e fazer compras na Avenue de Champs Elisé com seus amigos. Qualquer outra conclusão é mera ilação ou meras conjecturas que atentam a qualquer inteligência mediana. Por aí, vemos que nada, contribui para a veracidade das acusações.

Não afasto a possibilidade dele ser o suposto mentor intelectual, mas nada, repito, nada consubstancia esta hipótese nos autos. E olha que procurei em mais de 1 milhão e 700 mil páginas em 10.879 pastas do processo.

E não podemos esquecer que ele foi vítima de diversos atentados que desejavam sua morte, articulados pela mídia e pelas potentes e inconformadas forças conservadoras. Seus ministros como Goebels, Himmiler, Rudolf Hess e outros também nada sabiam. Eram coadjuvantes do NADA; sem nenhuma responsabilidade de "facto".

O holocausto talvez tenha sido um suicídio coletivo ao estilo do provocado há anos nos EUA pelo Pastor Jim Jones. É, ainda hoje, um tema controverso. Assim trago aos pares, como contraponto, a tese defendida pelo filósofo muçulmano Amanidejah que garante a inexistência de tal desgraça da humanidade.

Assim - já estou me dirigindo para encerrar meu voto Sr. Presidente - afirmando acreditar que todos eles foram usados, trapaceados por algum aloprado tesoureiro de um banco alemão que controlava financeiramente a tudo e a todos; especialmente os projetos políticos e as doação corruptivas. E tudo em nome da realização de um plano maquiavélico individual de domínio total que concebeu e monitorava do porão da sua pequenina casa nos Alpes.

Enfim, depois de exaustivas e minuciosas vistas nos autos, especialmente nos finais de semana, trago aos pares novos dados que peço ao meu colaborador Adolfo para distribuir a todos. Depois desta minha "assentada" declaro a improcedência da ação, inocentando por completo o réu por falta de provas. É como voto Sr. Presidente."
Extraído na internet - Mural Du Pock - 
Outubro/2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

A IMPUNIDADE ALIMENTA O CRIME



A impunidade alimenta o Crime.
A justiça, a Segurança e a Paz.
Por Jose Patrocínio da Silva


Hoje em dia, os meios de comunicação trazem-nos as piores noticias e modos de crimes brutais contra a vida humana, ao tempo em que a impunidade atinge força de lei. É “proibido punir”.  
Assim sendo, resta-nos entender que as autoridades competentes, por diversas razões, cultivam e mantém “um mal físico liberto sobre uma humanidade desprotegida”.
Seria esse o “mal do mundo”?
No Brasil, são veiculados crimes bárbaros, diariamente, onde crianças, jovens, adultos e idosos, brancos, negros ou pardos, cristãos ou não, símbolos da virtude, são transformados, passionalmente, em horríveis monstros que servirão como comida para vermes no fundo de um túmulo. Ou, resistindo aos constantes e inumeráveis ataques e investidas criminosas, resta-lhes o estresse, o medo, o horror e a obrigação de conviver com criaturas que fazem nascer o mal na vida perfeita de seu Criador.
O que acontece com um assassino? E se não existisse criatura física e o assassino fosse apenas um produto de sua própria mente? É o caso de dupla personalidade ou de um comportamento classicamente psicopata?
Nada disso. Lamentavelmente, os assassinos são seres criados diariamente e alimentados pelo modelo social e político num País de tiranos, sem lei, sem fé, sem piedade, sem Deus, aliás, cujo único deus e a ganância, esquecendo-se de que hoje é a uma família distante que sofre a perda e a ausência de um ente querido, que jamais voltará a alegrar as vidas de seus componentes, amanhã, certamente irão lamentar a morte semelhante de um dos Seus.
Porque não agir agora?
A atual conjuntura sócio-política admite, sem “nada fazer”, que uma pessoa qualquer, torne-se enlouquecido e assassine, de forma brutal, todos os seus próprios entes queridos. Cria seres malignos e permite que habite nele mesmo, de forma livre e impune e  conviva, socialmente, com crianças, jovens, adultos e idosos.
É sedutor pensar numa criatura deformada, fruto do mal do próprio ser humano. É só aceitar a concepção de que somos monstros prontos a despertar dentro de um frenesi descontrolado; capaz de destruir quem mais gostamos a partir da criação ilusória de dor mesclado a revolta.
Muitos psicopatas ou não, são frutos da impunidade enraizada no âmago da sociedade brasileira e começaram a matar para poupar suas vítimas de um sofrimento maior ou para fazê-las sentir na pele a sua própria dor.
Admitir, passionalmente, as atrocidades e os impunes comportamentos criminosos que assolam e provocam pânico à sociedade brasileira, de forma geral, é o mesmo que criar os monstros que tanto nos aterrorizam.
O terror não é mais fruto da ficção, criado com o intuito de entreter crianças, adolescentes, jovens, adultos ou idosos, mas da liberalidade, da fragilidade das leis e da impunidade instalada no País que, de maneira fantástica cria e alimenta monstruosidades e malignidades e permite, a qualquer ser, friamente, sair por aí destruindo vidas ao bel prazer, numa sociedade da impunidade, onde o dinheiro tornou-se deus e um animal vale mais que um Filho da Divindade.
Nosso apelo é para que não sejamos conformistas e coniventes com a criminalidade que nos aterrorizam, pois não há mal maior do que o que nós mesmos criamos. Toda desgraça nasce dos deslizes permitidos pela própria sociedade e torna-se causa futura de todos os males que nos cercam e, certamente, resultará na desfortuna  da nossa própria vida ou dos entes que amamos.
A sensatez alerta-nos sobre o perigo da inércia do ser humano, perante os riscos que ameaçam sua própria vida e nos convida a travar batalhas diárias entre o que queremos e o que podemos fazer. Isto é, se queremos justiça, devemos e podemos fazer a justiça. E, assim agindo, deixamos de contribuir para o aumento da criminalidade a partir do momento em que cortamos seu alimento, a impunidade.
Nesta óptica, é fácil concluir que ao defendermos e praticarmos a justiça estamos contribuindo para a geração das tão sonhadas “Segurança e Paz” e para a preservação da VIDA, como primeiro mandamento da lei de Deus: “Não matarás”.

José Patrocínio da Silva lamenta, com dor, a perda de seu único irmão, Jusimar da Silva, de forma brutal, em 06/02/2010. Para ele, estar aqui pedindo Justiça, às vezes parece sonho, às vezes pesadelo, mas pura é a realidade que ele e sua família tiveram que enfrentar. No dia 06 de fevereiro de 2010, seu irmão foi brutalmente assassinado, restando somente as lembranças de um jovem cheio de vida, trabalhador, carinhoso, amigo, companheiro, responsável e que acima de tudo, zelava da mãe como ninguém. De tudo que ele representava para a família, só deixou saudades, sobretudo aos seus sobrinhos e sobrinhas netas, que muito o amavam e a certeza de que o vazio por ele deixado, jamais será preenchido.


PARA REFLEXÃO:


FALE a favor daqueles que não podem se defender.
PROTEJA os direitos de todos os desamparados.
FALE por eles e seja um Juiz justo.
PROTEJA os direitos dos pobres e dos necessitados.
                                           
Provérbios 31.8 e 9

terça-feira, 9 de outubro de 2012

MEDICOS SUSPENDEM ATENDIMENTO CASSI NA BAHIA


Notícias
rss feed

Médicos suspendem atendimento a sete planos de saúde


Neste período, os usuários deste planos não poderão passar por consultas, exames ou cirurgias.


Da Redação

De quarta-feira (10) até o próximo dia 19, médicos baianos vão suspender o atendimento aos pacientes vinculados a sete planos de saúde: SulAmérica, Cassi, Petrobras, Geap, Amil/Medial, Hapvida e Golden Cross. Neste período, os usuários deste planos não poderão passar por consultas, exames ou cirurgias. O atendimento de casos de urgência e emergência está assegurado.

De acordo com  a representante da Comissão Estadual de Honorários Médicos (Cehm), Débora Angeli, a decisão de suspender o atendimento integra a mobilização nacional contra os planos que, segundo os próprios profissionais de saúde, se recusam a negociar o valor dos repasses feitos pelos procedimentos médicos.

Os médicos alegam que, nos últimos dez anos, seus honorários passaram por reajustes de 50%, enquanto os planos aumentaram mais de 130%. “O movimento médico brasileiro tem buscado o diálogo com as empresas da área de saúde suplementar, mas os avanços são poucos e insatisfatórios. Este novo protesto nacional se insere num contexto de críticas crescentes de pacientes e profissionais”, afirma a médica.

Amanhã, primeiro dia de mobilização, o movimento promoverá um debate, reunindo Ministério Público, Procon, Agência Nacional de Saúde(ANS), entidades médicas e usuários de planos de saúde. O evento será realizado às 14h, na sede da Associação Bahiana de Medicina - ABM (Rua Baependi, 162 -Ondina). “Aproveitaremos o encontro para aprofundar a discussão sobre as questões que envolvem os planos, em particular a contratualização”, completa Débora Angeli.

Algumas propostas apresentadas pelo movimento dos médicos são as seguintes: reajuste dos honorários de consultas e outros procedimentos, tendo como referência a Classificação Brasileira de Honorários e Procedimentos Médicos (CBHPM); inserção nos contratos de critério de reajuste (com índices definidos e periodicidade); inserção nos contratos de critérios específicos de descredenciamento.

Fonte: Correio

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

VOTAR, POR RAQUEL DE QUEIROZ


VOTAR


Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama govêrno democrático, ou govêrno do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato.

No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: govêrno do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVÊRNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.

Escolhem-se pelo voto aquêles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas - e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

Escolhemos igualmente pelo voto aquêles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aquêles que irão estipular a quantidade dêsses impostos. Vejam como é grave a escolha dêsses "cobradores". Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gôta de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bôlso.

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aquêles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aquêles que vão "fabricar" o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos.

Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Êles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

Não preciso explicar muito êste capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder.

Escolhem-se nas eleições aquêles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interêsse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de tôdas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.

E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fêz um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio - lembrem-se de que não vão proporcionar a êsses sujeitos um simples emprêgo bem remunerado.

Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para êles comandarem - e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fôssem.

Entregamos a êsses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra - e a flor da nossa mocidade, a êles prêsa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.

Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.

Porque, afinal, a mulher quando é ruim, dá-se uma surra, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o govêrno, quando é ruim, êle é que nos dá a surra, êle é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da bôca dos nossos filhos e nos faz aprodecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar êste ou aquêle candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem mêdo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem mêdo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno".

Raquel de Queiroz, "Votar" - para O Cruzeiro, janeiro de 1947.

Fonte: http://sinaisdahistoria.blogspot.com.br/2010/10/arte-de-votar.html