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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

BANCO DO BRASIL PATROCINA NEYMAR

Neymar assina novo contrato com Santos, frustra espanhóis e deve ficar até 2014

 

Gustavo Franceschini e Luiz Paulo Montes
Em São Paulo

Neymar assinou um novo contrato com o Santos nesta quarta-feira e deve ficar no clube até 2014. O jogador vai ganhar cerca de R$ 3 milhões mensais e verá sua multa rescisória crescer, frustrando os diversos clubes europeus que estavam interessados no seu futebol. O anúncio oficial será feito às 15h, na sede do clube litorâneo, pelo presidente Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro. A primeira declaração do atleta, no entanto, será à noite, no Jornal Nacional, na Rede Globo. 

O acordo foi confirmado à reportagem por Wagner Ribeiro, empresário de Neymar, que está a caminho de Santos. O contrato só foi firmado por conta de uma parceria entre o Santos e o Banco do Brasil, que pagará parte do salário milionário do camisa 11. "Ele está feliz e quer ficar aqui até 2014. Aí depois ele vai decidir para onde vai", disse Wagner Ribeiro. 

Com o novo compromisso, Neymar acaba com as especulações sobre uma possível ida ao futebol espanhol. A possível transferência do atacante para Real Madrid ou Barcelona chegou a ser dada como certa por diversos veículos de imprensa, mas não deve acontecer tão cedo.

Neymar já tinha contrato com o Santos até 2014, mas queria um salário maior para garantir sua permanência no clube. Atualmente, o jogador ganha cerca de R$ 1,5 milhão por mês, incluindo participações em campanhas publicitárias. 

O interesse do Banco do Brasil por Neymar já havia sido divulgado pelo Blog do Perrone. A instituição financeira entrou em contato com o Santos interessada em montar uma campanha estrelada por Neymar e Ganso. Segundo o jornalista do UOL Esporte, o estafe do meia acredita que a direção alvinegra tenha desestimulado a empresa a incluir o camisa 10 no negócio, por não receber pela participação do mesmo.

Aos 19 anos, Neymar vive o melhor momento da carreira. Campeão da Libertadores pelo Santos, ídolo incontestável da torcida e titular da seleção brasileira, ele concorre ao título de melhor da temporada atuando em um clube do Brasil. A eleição contra Messi e Cristiano Ronaldo, no fim do ano, pode coroar um ano praticamente perfeito para o atacante.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DILMA INDICA MINISTRA DO TST PARA VAGA NO SUPREMO

POLÍTICA - Dilma indica ministra do TST para vaga no Supremo
Rosa Weber deverá ocupar a cadeira deixada por Ellen Gracie, que se aposentou

Juíza de carreira, Rosa havia sido escolhida para o Tribunal Superior do Trabalho pelo ex-presidente Lula
ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff decidiu ontem que a gaúcha Rosa Maria Weber Candiota da Rosa, 63, será a terceira mulher da história a se tornar ministra do STF (Supremo Tribunal Federal). 

Para que tome posse, porém, a indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. Ela ocupará a vaga deixada por Ellen Gracie, que decidiu se aposentar em agosto deste ano. Ellen foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira do tribunal e a única presidente até hoje. 

A escolha aconteceu após uma seleção com a análise de mais de 15 candidatas. Juíza trabalhista de carreira, Rosa é hoje ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho), apontada para o cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A indicação para o STF foi feita em reunião durante a tarde de ontem e confirmada pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena. O ato já foi assinado pela presidente Dilma e segue para o Senado Federal. A gaúcha contou com o apoio do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e do ex-marido de Dilma, o advogado Carlos Araújo.

ESCOLHA

Rosa Weber passou a ser a favorita no decorrer do processo. Ela não era nem sequer cogitada como candidata quando Ellen deixou a corte.

Após diversas conversas com ministros de Dilma nos últimos três meses, ela desbancou outras mulheres consideradas politicamente mais fortes, como a ministra do STM (Superior Tribunal Militar) Maria Elizabeth, que tinha o apoio de José Antonio Dias Toffoli e do ex-ministro José Dirceu.

Também eram avaliados os nomes das ministras do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Nancy Andrighi e Maria Thereza Rocha. A escolhida de Dilma sempre atuou na área trabalhista e será a primeira vez que ela atuará com outros temas.
O processo de sua escolha foi coordenado pelos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Inácio Adams (AGU), com a participação do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos, e supervisionado por Dilma.

Ministros do Supremo já até reclamavam nos bastidores que a presidente estava demorando para escolher a nova ministra. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, João Oreste Dalazen, disse que a escolha de Rosa Weber foi "uma feliz indicação" da presidente Dilma Rousseff.

"O Supremo ganha uma magistrada exemplar, de sólida e rica formação jurídica e humanística", disse, classificando Rosa Weber como uma pessoa "sensível, prudente e percuciente". 

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcanti, também elogiou a escolha: "Ela tem uma trajetória da defesa dos direitos sociais. Isso confere a ela legitimidade para integrar a Corte Suprema".

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 6 de novembro de 2011

LUCRO DO BANCO DO BRASIL

ECONOMIA - Custos e provisões corroem lucro do Banco do Brasil 
 
O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,9 bilhões de julho a setembro deste ano, com crescimento de 11,2% em relação a igual período de 2010. Porém, desconsiderados os efeitos extraordinários, o resultado do banco ficou praticamente igual, em R$ 2,5 bilhões.

Parte do brilho do maior banco brasileiro em volume de ativos foi corroído pelos custos mais elevados de captação de recursos e pelas maiores despesas com provisão de crédito. Por isso, apesar do crescimento do lucro, o resultado acabou frustrando as expectativas dos investidores, fazendo com que ontem as ações do Banco do Brasil encerrassem o dia com queda de 2,17%, cotadas a R$ 25,24, num dia em que o Ibovespa subiu 1,52%.

As despesas do Banco do Brasil para provisão com créditos em atraso subiram 24,1% no terceiro trimestre, alcançando R$ 3,3 bilhões, reflexo de um leve crescimento da inadimplência e da própria expansão da carteira de crédito. Mas a cobertura dos créditos vencidos, medida pela relação entre as provisões e os créditos vencidos há mais de 90 dias, aumentou. Foi de 201% em setembro do ano passado para 219,4% em igual mês de 2011.

Ao mesmo tempo, contribuindo para a menor expansão do lucro, os custos de captação subiram 46,9%, para R$ 15,4 bilhões, enquanto as receitas com as operações de crédito aumentaram em um ritmo menos acelerado, de 26,2%, somando R$ 17 bilhões.

Ao fim de setembro, a carteira de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil atingiu R$ 441,6 bilhões, com uma expansão de 21% no ano e de 4,5% ante o trimestre anterior. Os destaques em ambos os intervalos ficaram por conta do financiamento a veículos, do crédito imobiliário - operação nova no Banco do Brasil - e dos empréstimos no exterior.

Os créditos em atraso atingiram 2,1% das operações, com alta de 0,1 ponto percentual ante o período de abril a junho, mas ainda ficaram abaixo da média do mercado, que é de 3,5%.

Essa deterioração foi principalmente puxada pelo banco Votorantim, do qual o Banco do Brasil é sócio com 50%. As operações vencidas há mais de 90 dias passaram de 2,7% da carteira do Votorantim em setembro do ano passado para 4,3% em igual mês deste ano.

A boa notícia do balanço do Banco do Brasil ficou por conta das despesas. Os gastos operacionais caíram 1,1% em um ano. Na comparação com o trimestre anterior, a alta foi de 3,7%, atingindo R$ 2,3 bilhões. Isso aconteceu porque as receitas com serviços e com tarifas cresceram mais do que os desembolsos com a administração.

Dono da maior carteira de crédito consignado e do terceiro maior portfólio de financiamento de veículos do país, o Banco do Brasil sentiu os efeitos da medida do governo que passou a exigir em julho mais capital das instituições nos empréstimos de maior duração para pessoas físicas.

O índice de Basileia do Banco do Brasil recuou de 14,21% em junho para 13,9% em setembro. Esse número ainda deve crescer para 14,05%, já que o banco aguarda o sinal verde do Banco Central para contabilizar como capital emissões de R$ 3,9 bilhões em letras financeiras. O capital de nível 1 do banco recuou de 4,02% para 3,44%.

Segundo dados divulgados pela instituição ontem, o patamar atual de capital da instituição ainda permite um crescimento de R$ 147,2 bilhões da carteira de crédito para atingir o índice mínimo de Basileia exigido pelo Banco Central, que é de 11%.

Segundo Ivan Monteiro, vice-presidente financeiro do Banco do Brasil, o banco tem como meta ficar acima dos 11% determinados pelos reguladores. "Nosso alvo é ficar com um mínimo de 13%", disse.

Questionado sobre medidas para ampliar a base de capital, Monteiro afirmou que a instituição vai esperar a divulgação do Banco Central sobre as regras de Basileia 3, acordo que exigirá mais recursos próprios dos bancos.

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quinta-feira,  03/11/2011 
Dirigir bêbado é crime, confirma STF

Apesar da lei seca, punição a motorista que não causa dano vinha sendo contestada na 1ª instância
Em meio à discussão sobre lei seca e bafômetro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão que passou quase despercebida, mas deve balizar novas sentenças e até garantir no futuro a punição de infratores: dirigir bêbado, mesmo sem causar acidente, já é, sim, um crime.

Em decisão unânime, 5 dos 11 ministros do Supremo reunidos na 2.ª Turma rejeitaram no fim de setembro um habeas corpus (HC 109269) impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de um motorista de Araxá (MG) denunciado por dirigir embriagado.

Com argumentos semelhantes aos usados em dezenas de casos pelo País, o condutor destacou que o crime de embriaguez ao volante só passou a ser previsto de forma mais rígida em 2008, depois que a lei seca reformou o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Antes, só havia crime se o bêbado causasse algum dano ou agisse de forma imprudente. Mas, apesar da mudança, muitos juízes continuaram com o antigo entendimento, considerando na prática a lei seca ilegal.

Citando precedente da ministra Ellen Gracie, o relator do STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou ser irrelevante indagar se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não algum bem. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo."
DebateO mesmo artigo 306 estabelece os níveis de álcool no sangue que configuram crime e dispõe sobre o uso do bafômetro - temas sob discussão no Judiciário (veja ao lado).

A pena para quem dirige bêbado é de 6 meses a 3 anos. Advogados ouvidos pelo Estado, como o doutor em Direito Constitucional Sergio Resende de Barros, acreditam que a decisão do STF deve reduzir as chances de motorista alcoolizado ser absolvido.
Fonte: O Estado de S.Paulo

LUCRO DO BANCO DO BRASIL NO 3º TRIMESTRE, 2,89 BI

Lucro do Banco do Brasil fica acima do esperado no 3o trimestre
 

Em quinta-feira 3/11/2011, às 8:43

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido acima do esperado, com aumento de 11,2 por cento sobre o ganho obtido um ano antes, em meio a uma alta de dois dígitos na carteira de crédito e apesar de um aumento de quase 25 por cento nas provisões sobre risco de financiamentos.
A maior instituição financeira da América Latina em ativos teve lucro líquido de 2,89 bilhões de reais no terceiro trimestre, ante uma expectativa média de dez analistas consultados pela Reuters de resultado positivo de 2,67 bilhões de reais.


Em termos recorrentes, porém, o resultado, que ficou em linha com o obtido um ano antes, foi ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado, a 2,57 bilhões. Analistas esperavam ganho de 2,64 bilhões entre julho e setembro.
Nos nove primeiros meses do ano, o BB registrou lucro líquido recorde de 9,2 bilhões de reais, resultado 18,9 por cento maior que o do mesmo período de 2010.
A carteira de crédito em conceito ampliado, que inclui garantias prestadas e títulos e valores mobiliários privados, chegou a 441,6 bilhões de reais em setembro, alta de 21 por cento em 12 meses.
Enquanto a carteira total cresceu, a inadimplência diminuiu. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias caiu de 2,7 para 2,1 por cento no final de setembro. Apesar disso, a provisão para risco de crédito saltou 24 por cento no período, a 3,285 bilhões de reais.

O financiamento ao consumo subiu 17 por cento, enquanto empréstimos para pessoa jurídica avançaram 21,6 por cento. No agronegócio, o banco ampliou sua carteira em 12,3 por cento, para 83,78 bilhões de reais.

O BB somou 949,8 bilhões de reais em ativos totais, crescimento de 19,2 por cento contra um ano antes.


(Por Diogo Ferreira Gomes e Alberto Alerigi Jr.)